quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

A cada dia que vivo apaixono-me mais pela literatura; BH, 01901202012.

A cada dia que vivo apaixono-me mais pela literatura
E quando posso ter diante de mim, um manuscrito,
Ou uma obra-prima de José Saramago, leio e
Releio; e o mesmo acontece com as obras de
Arte do Victor Hugo, como os "Trabalhadores
Do Mar", com tradução genial do nosso gênio
Maior, Machado de Assis, o nosso bruxo do
Cosme Velho; e o Dom Quixote, do Miguel
De Cervantes? quantas vezes ponho as mãos,
Tenho que pôr os olhos, tenho que lê-lo; são
Literaturas, que cada leitura é uma leitura, ou
Uma releitura; complicado explicar, sentir o
Arfar do livro, tal sentir no Érico Veríssimo;
Sentir os ruídos do livro, as vibrações
Encontradas em "Ulisses" de James Joyce; e
Não troco uma tarde de silêncio, em
Companhia duma obra-prima da literatura
Universal, pela mais badalada das baladas
Que possa acontecer; é estranho, sei que sou
Estranho e já fui chamado, antigamente, de
Estranho e continuarei a ser um estranho até
A mim mesmo; poré, para amar a leitura e a 
Literatura, o ser tem que ser assim: estranho
Espantalho de espantar espantalhos que
Querem nos espantar do convívio com a
Literatura; e é pena a vida ser tão curta para
Tão grande amor: olha o Camões aí, gentes.

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