domingo, 23 de fevereiro de 2014

Monte Simplon, 550, 3; Rude; BH, 050302012.

Rude, meu coração é rude, mas, chamei com o 
Eco da minha voz, as estrelas recém-nascidas,
Para dar de mamar; 

Rude, meu coração é rude, é pintura rupestre
De paredes de cavernas pré-históricas, é 
Cipreste milenário, árvore genealógica de 
Ancestrais pré-colombianos;

Rude, meu coração é rude, raiz abissal que 
Despenca das profundezas do céu, tronco 
Colossal no precipício, com copa no fundo
Azul do oceano;

Dou balidos nos campos floridos, ovelha e 
Guardador de rebanhos, carneiro e apascentador
De apriscos;

E quanto mais o vento infla minhas velas,
Caravelas históricas singram nos meu mares, 
De volta aos meu portos;

E sempre estou disposto e exposto às tempestades
Solares, aos efeitos das explosões universais e
Envelhecido, coberto de poeira cósmica, 
Deixo rastros deitados nos céus dos planetas
Desconhecidos, habitados por deuses desconhecidos;

Rude enredo, meu coração é um rude enredo,
Um pêndulo oscilante de uma locomotiva selvagem
Disparada, sem controle, pelas pradarias suspensas
Nas linhas paralelas dos ventos gerados pelos
Deslocamentos dos planetas;

Rude orquestra, circunferência sem raio, sem corda,
Sem eixo, sem centro;
Rude ensaio, rude, geringonça que se fez diamante raro.

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