segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Tereza Mota Valadares, 190, 4; Passei mal, BH, 080502012.

Passei mal meu rapaz:
Café sem açúcar,
Comida sem sal e água sem gás;

E piorou com o prognóstico do doutor,
O ator paciente abandonou o palco
E por ordem médica: cerveja sem álcool;

Onde já se viu, polícia militar,
Polícia civil, vão para a puta
Que pariu, corporativismo vil;

SUS pus, câmaras, senado, congresso
Nacional, judiciário, fazem todos as
Cagadas na maior cara de pau;

Abri a janela para ver o sol nascer,
Mas a fumaça das queimadas
Parecia entardecer;

Cheguei a Brasília a rastejar pelo chão,
Era o peso nas costas, das três corcovas, que
Escravizam a nação;

Dromedário, camelo, puxo esta carroça no
Deserto, na caatinga, na savana, patino e caio
Igual Cristo na lama;

Em cima gargalham quando comem iguarias
E ao povo sobras e sobejos da elite
E da burguesia;

Não preciso de um que me peça meu voto,
Preciso de um que me peça venha comigo,
A juntar-se a mais um e acabar com esse perigo;

Não preciso de quem quer meu voto
E sim de quem tem a voz: ou acabamos com eles,
Ou eles acabam com "nós".

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