sábado, 22 de fevereiro de 2014

PDG, Alvarenga Peixoto, 1455, 3; A meta é limpar minha barra; BH, 0250102012.

A meta é limpar minha barra 
Que anda pesada e suja, no meio da
Literatura; o lema é tirar meu mundo do
Submundo e fazer uma cultura elevada e
Real, de forma estelar, infinita e universal;
Amanhã não estarei mais aqui, mas esta
Coisa rústica, que deixo nesta folha de
Papel, estará, para confirmar, que tentei
Existir, que tentei ser e fazer de mim,
Um ser eternizado, um ser imortalizado,
Através destes símbolos fossilizados, destas
Camadas de rochas vulcânicas sedimentadas
Com consciência de pedras nobres, lascadas,
Polidas, lapidadas; passei pela idade da
Pré-história e não avancei na modernidade e
Todas as eras, as épocas, as ocasiões passadas
Pelas civilizações, ainda se concentram em
Mim; todos os tempos, os períodos, os séculos
Passados pela humanidade, inda resistem
Em mim e não atualizo-me; não
Progrido-me e nem acelero a máquina
Do tempo, ou a nave espacial para atingir
A velocidade da luz; lembro que meu
Pensamento é sempre esquecido e
Por mais que sonhe em dar à luz
A uma obra-prima, à uma obra de arte,
A abóbada celeste não me passa seus
Segredos, quando espero nas madrugadas,
O alvorecer da Aurora Boreal.

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