domingo, 16 de fevereiro de 2014

Quando o poeta era poeta; BH, 0250102014.

Quando o poeta era poeta,
Dava-se ao luxo de dizer
À amada: "se quiseres te distrair,
Ligues a televisão e amor
Comigo não", se estavam
Brigados, por algum motivo;
Atualmente, o falso poeta,
Implora à falsa amada, a
Desligar a televisão, para fazer
Amor; e não consegue nada;
E quando o falso amor é feito
É com a televisão ligada
E às vezes, os dois, de olhos
Grudados na tela; e não há
Mais volta à realidade, não
Há como quebrar os elos da
Corrente da falsidade; o falso
Poeta finge que ama e a
Falsa musa finge que é
Amada; e não há mais
Verdade em nada; não
Há um único coração livre da
Ilusão; não há mais vida,
Romances, só novelas cruas,
Com muitas mulheres nuas; e
Homens artificiais e que fazem
Com que todos sintamos o
Desejo de ser iguais; cópias,
Clones, imitadores daquilo
Que não seremos, se fossemos
Reais e repetimos sem sentir.

Nenhum comentário:

Postar um comentário