sábado, 3 de maio de 2014

Com raiva fujo da raça humana facínora; BH, 0200902013.

Com raiva fujo da raça humana facínora
E por não encontrar o que fazer,
Apelo a este encardido papel,
Pois o ser humano indiferente,
Enfastia-me;
E a humanidade desumana,
Enche o meu saco;
E fumei e bebi e cheirei,
Enlouqueci e não me curei
E inda tenho que aturar os humanos e
Suas poéticas e goéticas,
Suas filosofias e religiões;
Puta que pariu-me,
Aturar pessoas hostis,
Há coisa mais idiota,
Do que pessoas nefastas?
Há coisa mais estúpida,
Do que pessoas deselegantes,
Grosseiras e gentes toscas?
Não suporto gentes e seres
E entes ignorantes;
E não aguento mais este mundo imundo,
Só sabe se encher de populações que
Não amam e já são bilhões de terráqueos
Infelizes e todos bizarros,
Todos bisonhos desesperados;
Como uma pessoa dessa pode evoluir?
Religiosos num planeta tão belo
E deveria até ser desabitado,
Silencioso e solitário,
Deveria se chamar planeta Solidão;
É demais para os meus colhões,
Caras e bocas agoniadas;
Putas e bundas abomináveis,
Sobreviventes do caos;
Se ainda aceitassem a educação,
Amassem a cultura e a paz;
Mas não,
É só encheção de saco um do outro,
É só o eterno causar raiva;
Se ainda pensassem nalguma coisa humana,
Se ainda pensassem nalgo racional.

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