sexta-feira, 30 de maio de 2014

Não domino mais sentimentos e sentidos; BH, 02201002012.

Não domino mais sentimentos e sentidos
E novidade, nem funções fisiológicas;
E se pensar direito, penso que nunca dominei nada,
Nunca tive domínio e nem moderação,
Quer no comer, no beber, ou no falar;
Moderação é uma espécie de domínio dos desejos,
Para que não nos exageremos naquilo que nos cause mal;
Todo excesso é nocivo ao nosso organismo
E à nossa mente;
Excesso de medo, de covardia, de dúvida,
Só complica a vida;
E o primeiro passo é aprender o saber dominar,
Controlar aquilo que desestabiliza a harmonia
Do conjunto;
Quem tem quebrada essa hegemonia,
Passa a sofrer noite e dia,
De ansiedade, angústia e agonia;
Minha mãe já me dizia, meu filho tome cuidado,
Corpo vadio pede folia;
E quando não dominamos e somos dominados,
Mais fracos aparentamos diante de todos;
E as vacilações aparecem e as dúvidas permanecem,
Dúvidas cruéis que prostram qualquer ser,
Com a palavra Hamelet;
E o mais pueril é que chegar à velhice,
Não posso me valer do dom da experiência
Na aprendizagem da vida;
Dizem os bocas tortas que,
Quanto mais velhos, mais experientes
E mais sábios;
E sinto que comigo é ao contrário,
Com o passar do tempo fui dominado
E controlado, mas, não por mim
E sim pelo tempo, pelas contradições,
Pelas volições e demais ações que imperam
Com mãos de ferro em destino tão breve,
Quanto é a passagem pela face da terra,
Dos que se pensam que são eternos.

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