terça-feira, 17 de junho de 2014

Portugal, 2949, Hangar, 77, 8; BH, 0270702012.

Há de vir para mim,
Alguma coisa para eu dizer;
Há de vir para mim uma transitoriedade,
Que nem sei bem como aplicá-la;
E a noite é assim,
Um mistério;
E a madrugada é assim,
Outro mistério;
E todas as coisas são misteriosas na escuridão,
Todas as coisas são ocultas no escuro;
E é preciso que haja luz,
É preciso que a luz venha de encontro a esses pontos obscuros;
Há de vir para mim um encontro com a lucidez
E a claridade reinará
E verei de noite como se visse de dia;
Há de vir para mim,
Quando menos esperar,
Uma oportunidade
E desta vez saberei aproveitar;
Não deixarei passar assim,
Como passam as nuvens,
Os ventos;
E deixarei registrado nas pedras preciosas,
Estas maravilhas;
Há de vir para mim uma cura total,
Completa, ampla e irrestrita;
E aprenderei a fazer o que desejar,
Aprenderei a desejar sem ansiedade,
Sem cobiça
E sem ambição;
Há de vir para mim um tempo sarado,
Uma época de sanidade,
Uma era de luminosidade,
Que há de vir para mim no porvir;
E terei paciência
E terei competência
E saberei que algo há de vir para mim;
E que me encontrará bem desperto de tanto saber,
De tanto conhecer,
Que há de vir para mim um bom amanhecer,
A me revelar a realidade,
A luz de um novo dia que parecerá sonho.

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