domingo, 1 de junho de 2014

O escritor escreve para parar de sofrer; BH, 02001002012.

O escritor escreve para parar de sofrer,
Aliviar a angústia e a ansiedade,
A agonia e a estupidez;
E quanto mais escreve,
Na esperança de se projetar,
Destacar-se e ser descoberto,
Mais estúpido fica;
E ignorante e ansioso e angustiado,
Não tem a percepção que,
A arte não pode ser usada como trampolim,
Escada para ambições pessoais;
A arte é uma letra,
Uma palavra,
Uma manifestação,
Uma performance,
Cuja estrada é a evolução;
O bem precioso da arte,
É libertar aquele escolhido para se manifestar;
Livrar das cadeias dos preconceitos,
Dos atrasos dos medos e das covardias;
O que a arte escolheu,
Tem a obrigação de gerar suas obras-primas,
Suas obras de arte,
Em benefício apenas da humanidade;
E as qualidades daquele que a arte acerta,
O diferencia das demais pessoas
E o que o satisfaz,
É ser lúcido e querer a lucidez;
O domínio do pensar,
A maestria do pensamento;
Raciocínio silencioso e lógica só revelada,
Às coisas universais;
Amo a arte que está em mim,
Diz o privilégiado;
Amo o dinheiro que está em meu bolso,
Diz o avarento agiota;
Amo a mulher que está comigo,
Diz o Don Juan;
Amo todos os homens,
Diz a libertina ninfomaníaca;
Cada um reage de uma maneira às coisas do amor,
O escritor solitário,
Não trabalha em equipe,
Não vive em grupos
E nem em sociedade,
Pois o que recebe,
Só vem quando está só,
Depois é que passa à humanidade o que recebeu;
Não faz sentido,
Ser laureado com uma bela duma obra-prima, ou
Primor  duma obra de arte
E guardá-la num baú do egoísmo desenfreado.

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