segunda-feira, 2 de junho de 2014

Que atormentação; BH, 02001002012.

Que atormentação,
É um desespero atrás do outro
E não acaba;
Que angustiação,
É uma ansiedade atrás da outra
E não passa;
Que agoniação,
É uma depressão atrás da outra
E não tem fim;
E que aporrinhação danada
É fruto da estupidez,
É fruto da ignorância,
Da falta dum conhecimento que cause
Uma serenidade;
Que tenebrosidade
E o mar nem está tão revolto
E tempestade acaba é com bonança;
Que turbulência incomum
E o céu está de brigadeiro;
Isso é o que acontece com quem não
É profissional na vida
E é amador no saber de si mesmo;
E de um salto sem maiores consequências,
Relata-se queda em precipício,
Mergulho em abismo;
Tudo terminará bem,
No final,
Tudo será um encadeamento universal,
Uma perfeição dum planeta numa órbita;
O que queres mais do que isso?
Saber que repousarás a cabeça no travesseiro
E no amanhã este Sol não se chocará,
Nem com o planeta e nem com o satélite;
Queres mais o que com tanta sordidez?
Falas o que queres como a verdade dum evangelho,
Que uns morreram por aceitá-lo
E outros ainda morreram por não aceitá-lo;
E se não fosse tão desvirtuado,
Desde da criação dele por Jesus Cristo,
Não seria uma utopia,
Não seria um fator onírico e sim uma realidade;
Mas todos só querem desencaminhá-lo cada
Vez mais;
E Jesus Cristo e cristianismo são coisas distintas,
E Deus e religião não tem nada de comum
Um com a outra,
Digo sem medo de errar;
Posso até dizer que acredito em Deus
E não aceito um tipo de religiosidade
De espécie alguma;
Nem ritual e nem culto,
Nada;
E se houver acerto de contas,
Será entre Ele e eu.

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