sexta-feira, 3 de junho de 2022

coração sacarino de menino de voo aquilino

coração sacarino de menino de voo aquilino
em busca dos anelares de saturno nibelungo
a abrir o varal universal na chuva cósmica de
benção episcopal da episcopisa a descer
cefálica livre da plúmbea da cinérea pluvial
de colombina menina dissimulada ofídica
ofélia de teor pecuniário que fura o mundo
gástrico com ácido sulfúrico de sulfurosas de
maus humores do soma fabril hepático que
ígneo bafo bélico deita o viril em hibernal
embornal lacustre de sonho leporino pesadelo
lupino vem o dia ebúrneo com a tarde ebórea
na memória do menino de mnemônica menina
que agora numesmaticos correm atrás do
monetário nos peitos níveos pétreos de
perdidas almas argênteas sombras espíritos
outrora argentinos idos entes argiricos que
caíram nas mandíbulas vulpinas afogadas
nas mágoas fluviais de rancores potamicos
de rochas que formam corredeiras correnteza
ásperas de lágrimas não mais pueris sim senis
que na distância onírica meridional longitudinal
a começar no vespertino a amanhecer no
austral vítreo e segue para o norte a deixar
pelas estradas hialinas por falar nisso aonde
anda aquela menina larissa que quase foi
santa do lar da missa mas virou puta? aonde
anda aquele menino ladino sabino? nalgum
asilo severino de morte de vida perdidas não
importam mais os calores os odores os vapores
só os valores os bafos dos bafios os ranços
dos baixios das baixas baixadas

BH, 0130402020; Publicado: BH, 030602022

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