segunda-feira, 4 de março de 2013

Causo fagopirismo como a intoxicação; BH, 050200402004.

Causo fagopirismo como a intoxicação
Provocada pela manducação de fagópiros; qualquer
Que tiver fagomania, a mania de comer,
A fome canina, pode sofrer e até morrer de
Meu mal; não ajo como a fagocitose, a destruição
De bactérias pelos fagócitos, células que absorvem
As bactérias e outras substâncias estranhas; o fago,
Com ideia de comer, o comedor de fagícola, que
Cresce ou vive sobre as faias da vida, nada
Tem de mais importante do que o fagáceo,
Relativo à família das fagáceas, espécime das
Plantas dicotiledôneas, a que pertencem o carvalho;
O castanheiro e a faia fagácea e é a pensar
Nisso, nesse prazer, que não me incomodo
Com a alopecia; e a calvície resultante do muito
Pensar, não me envergonha; a queda dos cabelos
Resultante da inteligência , ou da sabedoria,
Enche-me de ufanismo; gosto da falacrose
Inspiradora, da criatividade de faladeira e
De inspiração faladora, declamação de mexeriqueira
E desprezo o intrigante falado e escrito; faço
Ouvido mouco ao que for comentado, ou criticado
No que faço; sou um falador não indiscreto,
Um maldizente mudo e um irreverente educado;
Com jeito famulático, com ar famulatório, de quem
Desempenha funções de fâmulo, de famular e com
Intuito de ajudar e auxilar-se mutuamente;
O que não se deve, é se passar por falupa, ou
Sentir-se o casulo do bicho-da-seda, no qual o
Inseto morreu; a vida, o mar, exigem que cada
Um seja um bom falueiro; aquele que dirige
Uma falua e conhece bem o caminho; e se
O destino apresentar também um falucho, uma embarcação
Ligeira do Mediterrâneo, de vela e remos, ou uma
Faluca, embarcação costeira dos marroquinos, o bom
Falueiro, não se embaraçará; antigamente, a
Palavra era garantida com as falripas, eram as fanipas
Que valiam, os fios de cabelo de barba e bigode, eram
A garantia , nem o falo garante o homem, hoje; hoje nem o
Pênis, órgão genital masculino, é mais a imagem da potência,
Da competência e de falqueador, desbastador e aplainador,
O homem passou a ser o falquejado, o desbastado e
Aplainado com aparelho; hoje a vítima do falquejador
É o próprio homem, ele é quem sofre o seu falquejamento
E o falqueamento e a falqueadura; quando chega o
Falqueador de si próprio, o aplainador e o aparelhador,
Que veio falquear, desbastar a madeira humana,
Aplainar a humanidade e aparelhar o ser humano,
Verifica-se que o falquejar é em vão; o falquejo não
Tem mais solução e nem é a resolução e
Sim a falta de resposta de quando pergunto a
Mim: por que é que não pergunto nada a mim?
E a Deus quando pergunto, é só o que é o impossível
Para mim e para Ele; remover falésia, mudar
De lugar terras ou rochas altas e íngremes à
Beira-mar, é fácil; quero ver é acabar com
A infelicidade da humanidade e transformá-la
Num falerno, num vinho de Falerno, Itália;
Vinho bom e generoso, como um sorriso
De uma criança, livre das heranças malditas.

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