quarta-feira, 6 de março de 2013

Saí da fantasia e deixei a imaginação de lado; BH, 0230202004.

Saí da fantasia e deixei a imaginação de lado
E só quero agora a concepção de obra-prima e de arte;
Parei com o capricho e preocupo-me com a composição
Musical, tal ao arbítrio da alma de um artista; despi-me
Da vestimenta que usam os carnavalescos a imitar palhaços,
Tipos populares, figuras mitológicas, históricas e estou mais
Pelado do que São Francisco; aquele ar fantasista,
De semblante imaginoso e aspecto fantasiador, depositei
Na lata de lixo e espero não mais fantasiar a
Respeito de nada; espero não mais imaginar nem
A utopia e nem idealizar um conceito errado
Para não devanear; deixei de vestir fantasia e
Penso: não fantasio mais, não fantasias mais e nem
Fantasias jamais; quem acorda de manhã e não
Ver que é um fantasioso, ainda não acordou;
Quem passa a vida a se dizer um fantasista, não vive,
Não passa de um fantasma, tem imagem ilusória,
Visão aterradora, acredita em suposta aparição de
Defunto, de assombração e espectro; não procuro a fantasmagoria,
Ou a arte de fazer fantasmas, ou figuras luminosas na escuridão;
O sonho fantasmagórico parou de me dizer respeito e não
Quero ter medo do imaginativo, do ilusório, ou do irreal;
De que vale aquilo que só tem existência na imaginação,
De que vale o falso inventado, ou o extraordinário se
Não podemos e nem sabemos transformá-lo em realidade?
Pode até ser incrível, caprichoso, imaginário e fantástico,
Mas, não é a verdade, não adianta nada; transforma-se
Em porção e cenas de fantoches; todos olham como se
Estivessem a ver uma ação ridícula, caricata e de
Fantochada e o ser humano não pode ser tratado
Como se fosse um fantoche nas mãos dos poderosos;
A humanidade não pode ser tratada como um
Boneco, um joão-minhoca, títere e pessoa que
Procede a mandado de outrem que não tem
Personalidade própria; e fica desmoralizado como
O fanfarrão, ou aquele que blasona de valente, sem
O ser; e é desmoralizado ainda como um impostor,
O alardeador garganta, ablasonador goela de prosa;
A raça humana não veio para fanfarrear e não
Podemos também bazofiar com o ser humano; aquele
Que veio para blasonar de valentão com os fracos e
Com os humildes pagará caro pela fanfarrice; pois
Ter qualidade, ato, dito, ou modos de fanfarronice,
Não é qualidade nenhuma, fanfarronada e bazófia
São para quem não tem coragem; farolagem e
Gabolice são coisas de idiota, garganta de medíocre;
Jactância de imbeicl, quixotismo e rebolaria de bobos
Da corte; fanfarronar na enfatuação, mostrar-se que
Sabe gargantear e enfatuar, só nos afastará das
Pessoas chegadas e amigas; e para os que amam, nada
É mais importante do que a amizade, a relação
Humana, a sensibilidade de saber que alguém
Gosta da gente e que nós gostamos de alguém;
O amor não é factício, artificial, ou convencional;
O amor é factível como algo que pode ser feito, uma
Ação consumada, um acontecimento importante,
Um caso que deve ser relatado como um fato histórico;
Desde o tempo do latim factur, particípio passado de fácere,
Fazer, generalizar-se no Brasil, a pronúncia fato, o amor é um
Facto, um artefacto, um manufacto, um factótum, como
A pessoa indispensável e que até por ironia, o que
Se julga ou mostra-se capaz de tudo fazer, tudo resolver;
O amor é assim mesmo, igual a fácula, a mancha
Luminosa no disco do Sol ou da Lua, alcance-O.

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