terça-feira, 21 de maio de 2013

E nada melhor do que clamar pelos espíritos; BH, 0170102000.

E nada melhor do que clamar pelos espíritos, 
Nada melhor do que clamar pelas almas
Dos celebres e dos privilegiados na poesia, na literatura,
Nos poemas, nas odes, nas elegias, nas óperas e nas operetas,
Sinfonias e sonatas e qualquer outro exemplo
De manifestação clássica e erudita e genial;
Nada melhor do que receber o prana da inteligência,
O carma da sabedoria e da genialidade de algum
Espírito de alguém que admiramos e que só está
A esperar uma luz de nossa parte, para se manifestar;
E nos trazer grandes heranças e teorias e teses e outros
Tipos de manifestações culturais e sábias e sensoriais;
E espero confiante que um dia consiga,
Atingir a evolução, a modernização e a futurização,
De receber em primeira mão, em total canalização,
As mensagens de qualquer forma e tipo, por aqueles,
Que queiram se comunicar com a humanidade;
Mesmo aqueles que a humanidade foi culpada
Pelas mortes, pelas humilhações e pelas exterminações;
Mesmo aqueles que queiram mandar para o mundo de cá,
Uma mensagem de ira e de raiva, tipo Sócrates,
Que morreu injustamente a beber cicuta,
Galileu, que foi perseguido e Copérnico também, bem como Bruno;
E não adianta falar em nomes, pois são
Inúmeros e milhões e o papel não caberia 
E nem lembraria o nome de todos;
Por isso generalizo no meu pedido de contato
E na minha colocação à disposição,
Desses espíritos e almas, que quiserem me
Usar para passar alguma participação de sabedoria;
Conhecimento filosófico, razão, ética, metafísica,
Geometria, matemática, história, astrologia, pintura,
Música, religião e qualquer outro assunto,
Que abranja o bom desempenho da humanidade;
Não admito ficar sem me comunicar sem vós,
Não admito ficar sem receber uma comunicação;
Talvez assim consiga sair deste limite,
Deste estado de limitação e obtusidade,
Deste estado de opacidade e falta de luz,
Deste caminhar na escuridão das trevas;
E sinto que posso conversa convosco,
E sinto que através de vós, venha
Aprender muitas coisas que não encontrei,
Aqui no meio dos mortos desta humanidade;
Porque na verdade os vivos são vós e os mortos
Somos nós, que ficamos aqui sem aprender a viver;
E sem aprender a morrer e até hoje com medo
De almas e espíritos e de cães e de infernos;
Com traumas de pecados e de salvação,
Com traumas de fé e de ilusão e falsidade;
Não aguento mais viver no meio de mortos,
Não suporto mais viver na mentira e na dor; 
E gostaria de aprender se vale a pena continuar
A gotejar aqui nesta humanidade de mortos;
Mortos podres e perdidos, sem sepulcros e sepulturas,
Sem amanhecer e ocaso, sem crepúsculo e anoitecer;
Não me preocupo com a minha aparência de
Minha existência aqui, se não posso levar,
Uma vida espiritual como se fosse, ou tivesse
Um espírito, uma vida de alma e como se 
Tivesse uma alma e uma mente e uma memória;
Gostaria de viver assim só na lembrança,
Na consciência e no pensamento e no cérebro;
Não gostaria mesmo de ter esta vida física,
Material e vazia e longe dos padrões de emoção,
De sensibilidade e de inspiração,
Longe de criatividade e de luminosidade;
Quero é uma vida de silêncio de surdo de nascença,
Uma vida de cego de nascença, uma vida de mudo
De nascença, porém, onde o bojo de complexo
Sensorial, seja a morada de todos os espíritos dos
Deuses do Olimpo; seja a morada de todas as almas
De todos aqueles perseguidos e queimados pelas
Fogueiras da ignorância da inquisição e mortos nas
Câmaras de tortura; dos suicidas e linchados e os que
Esperam a vez no corredor da morte e que seus
Espíritos encontrem refúgio no meu interior;
Que me contem suas histórias e dramas,
Seus fatos e boatos e suas verdades e mentiras;
E se vós não vierdes, me espereis aí,
Minha vida e meu tempo e minha era;
E minha passagem por aqui é pequena, é
Efêmera e frágil como um voo de borboleta;
Espereis-me aí, que breve irei ao encontro,
Breve irei gozar convosco da imensidão do
Universo e deixarei de ser este morto entre
Os mortos da humanidade, pronto a abraçar
Todas as almas e todos os espíritos que queirais
Receber-me aí onde estais, ou se quiserdes,
Podeis vir me buscar e me ajudar na
Minha transposição, na minha metamorfose,
Na minha viagem de ida para o mundo dos vivos,
Pois os vivos estão aí e não aqui entre nós;
Se não quiserdes mandar mensagens,
Recebais as minhas e me espereis, logo, logo,
Estarei aí para conversarmos e trocarmos
Ideias sobre cultura e realizações de ideais;
Quero ser o primeiro membro desta humanidade
A manter correspondência real, espiritual,
Sensorial com espíritos, almas que querem
Continuar a contribuir para a evolução,
Desenvolvimento e purificação da humanidade;
Não faço isto por mim, pois quero deixar de
Existir no plano material, quero deixar de
Existir como matéria humana e só
Existir de verdade em espírito e em alma;
Só existir de verdade na verdade e
Na liberdade de existir sem compartilhar
Da ruína e da destruição deste bem,
Que não sei quem deixou a povoar o universo. (2)

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