terça-feira, 14 de maio de 2013

Não levas para o futuro o que não vai te dar futuro; BH, 03101201999.

Não levas para o futuro o que não vai te dar futuro;
Sejas inteligente sem querer ser esperto
E passar o teu semelhante na lábia;
Feliz do homem que fala a verdade,
Mesmo que ela venha a lhe causar
A própria morte, pois, bem maior
Ele não poderia conseguir, do que
Morrer pela própria verdade;
Bem sei muito bem que não existe
Nada de novo debaixo dos céus,
No fundo da terra e em cima também;
E jamais pensarei e direi algo novo,
Tudo que pensamos que seja novo,
Na verdade não passa de obsoleto, de
Ultrapassado e de fora de ocasião;
Aprendas a andar e então verás,
Que com o amor é possível
Atingir a felicidade e a paz,
Que procuramos na ansiedade;
Andes do lado da verdade, que
A liberdade não te abandonará;
Quebras os dogmas que te abatem,
Destruas os tabus que te prendem,
Saias dos complexos que te arrasam,
Acabes com os preconceitos;
Não leva a nada os fanatismos
Religioso e político, ou terrorista;
Geralmente as vítimas nada têm
Com os desequilíbrios que combates;
O único fanatismo viável é o pela cultura,
Pela criatividade e sabedoria,
Inteligência e espiritualidade;
O único fanatismo possível
É pela competência e lucidez;
Então, para que a estupidez?
Afastas do teu coração o vácuo,
O opaco e tudo aquilo que impeça
A incidência de luz natural;
Afastas de tua alma a angústia,
A mágoa extrema e a depressão;
Sejas um fiel companheiro da paz,
Um eterno mensageiro do amor,
Um obstinado pela verdade,
Perseguidor da mentira,
Destruidor da falsidade e ilusão;
Procures por em tua boca as palavras
Geradas pelo coração e não por
Um pensamento cabalístico,
De uma mente fria e cruel,
De racionalidade radical, ou
Pelo fígado, onde o sentimento e a emoção,
Não encontram lugares reservados;
Buscas a sabedoria até no respirar e
Não tenhas vergonha de pensar,
Mesmo que a sociedade queira,
Levar-te justamente para o outro lado;
Onde pensar seja considerado,
A coisa mais difícil e inútil do mundo;
Estejas sempre do lado oposto da mídia,
Dos políticos, da burguesia e da elite;
Esteja sempre do lado oposto daqueles,
Que são chamados de emitidores
De opiniões e de modos e costumes;
Sejas radical na educação,
No respeito ao próximo
E no direito à liberdade e à vida;
Não mates e não morras
E nunca causes a infelicidade
De quem quer que seja;
Sejas inflamado e incendiário
Ao defender a justiça e a liberdade;
Queiras para si o bem e para
As pessoas o melhor do que tiveres;
Não chames a si elogios e nunca
Enalteças os próprios atos;
Afastas-te dos lautos e dos abominadores
E levas a luz que te sobrar
Àqueles que padecem nas trevas; e
Aprendas que é muito importante,
Não ser importante, pois o que importa,
É ser e bem sido e assim serás
Um homem esclarecido e definido,
Articulado e querido e amado;
E chores então de felicidade e contentamento,
Chores de gratidão e emoção,
Chores de alegria e comoção,
Chores por amor, de amor e paz;
E deixas naturalmente na memória,
Daqueles que te cercam, a boa impressão,
Mesmo a ser um fruto do erro,
Um exemplo da iniquidade;
E rompas os elos espúrios,
Quebres os cadeados que querem,
Te prende na inescrupulosidade;
Tenhas escrúpulo natural e sadio,
Não tenhas vergonha de dizer que erraste;
Confessar o erro e retratar-te,
Vale mais aquele que se retrata,
Pede perdão e desculpas,
Mesmo as que não são aceitas;
Aprendas que a humanidade,
Aproxima o homem de Deus,
E a caridade quase pode
Transformar o homem num Deus,
Desde que ele entenda o que
Venha a ser a caridade;
Abras mão de princípios mesquinhos,
Simplórios e medíocres;
Abras mão da estupidez e ignorância,
Abras mão do bem material,
Da incompetência e incapacidade;
Dividas e o amor e a paz
E transformes a humanidade
Em algo que possa te trazer
O dom de possuir a felicidade,
A honestidade e a coragem
De assumir a própria insignificância;
E então ames e ames e ames e
Não te sintas na vergonha
De um dia bater no peito
E dizer que aprendeste a amar;
Não te sintas na vergonha
De um dia olhar-te no espelho
E ver a própria paz refletida em ti;
Só um minuto por favor pois vou chorar,
E preciso chorar e meus olhos,
Já estão inundados de lágrimas
E ofereço estas lágrimas a todas as pessoas,
Que existem na face da terra;
Quero deixar claro que onde
Estiver um ser humano no mundo,
E estou a chorar por ele agora,
Neste exato momento;
Onde existir um sofredor,
Estas lágrimas derramadas,
São em ofertas a ele;
Desculpeis-me pelo amor de Deus,
Não consigo conter o meu pranto,
Não sei agir sem a dor que,
Tomou conta do meu coração;
Por isto agora morro afogado,
Nestas lágrimas de sofrimento e aflição;
Preciso esvaziar a alma,
Tenho que deixar o meu espírito,
Leve e solto e livre do fardo,
Que quer me sufocar no chão
E me enterrar vivo sem direito
A uma recuperação;
Perdoeis-me meus irmãos e filhos,
Deixo aqui convosco minha sofreguidão;
Deixo aqui convosco a minha dor,
Que ela seja maior do que as vossas;
E que vós não sintais as próprias dores,
Deixeis que as carrego agora,
Nos meus próprios ombros
E que os vossos estejam aliviados
Da carga pesada da cruz de Jesus Cristo.

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