sexta-feira, 31 de maio de 2013

Perscrutei na perspectiva de ampliar o raio; BH, 0280102000.

Perscrutei na perspectiva de ampliar o raio
Que descia do céu, diretamente sobre a cabeça,
Que trazia em cima dos ombros, presa no pescoço;
Era até uma cabeça prezada, com duas orelhas e um
Nariz, dois olhos míopes e uma testa com têmpera e duas
Sobrancelhas e uma vasta carequeira, que ia
Até depois da curva traseira do crânio;
Alguns fios ralos e raros de cabelos nas laterais, um queixo
Barbado, um bigode debaixo do grande e achatado
Nariz, em cima de dois lábios grossos e grandes de sola;
E dentro desta caixa que às vezes quer comandar os destinos,
Só encontrei a limitação da verborrágica, do vernáculo
E nos léxicos consultados, não encontrei sinônimos e
Só antônimos antagônicos fora do ângulo da dialética;
Cismei que no discurso prevalecido sobreviveriam a ética,
A razão e a noção da metafísica, já abandonadas,
Por falta de teor filosófico na sabedoria atual;
Porém, as forças contrárias e ocultas, que impedem a formação
Da inspiração e da criatividade, são justamente,
Os percalços que barram a entrada do raio luminoso,
Na treva abissal que envolve a fonte do pensamento;
E ao chegar a mim, a informação, que o filho
Do Caetano Veloso, Moreno Veloso, não ler nem
Livros e nem revistas, cheguei à conclusão que,
É afirmativamente essa a resposta, que a burguesia,
Quer ouvir das bocas profanas, é justamente essa
A solução esperada pela elite, alguém a falar para a
Mídia, o que o povo tem que fazer e se comportar;
Ai dos livros que já são tão esquecidos, tão solitários,
Tão abandonados e abominados pelos que não têm
Opiniões e pelos que não têm oportunidades de
Tê-los nas mãos e ainda surgem os que têm
Opiniões e às têm veiculadas na mídia, para
Fazer apologia e descaso à falta de leitura;
E aos livros, que em outros tempos mereciam
Destaque e respeito e hoje não merecem nada,
Nem de quem poderia se esperar uma palavra
De apoio e de conforto, de incentivo e de ânimo;
E o tiro sai precisamente é pela culatra, o coice vem
Por trás, uma patada na nuca, que desfalece
O mais brioso e ativo leitor, que desmaia o antigo
Fã, o admirador que fica triste, por não esperar
Comportamento tão lúcido, contra a cultura dos livros;
E quando vejo nos jornais, que a chuva arrasou,
Destruiu e matou, fico só a pensar, há
Quanto tempo não existe uma política habitacional,
No país do futebol e do carnaval; mas o governo,
Que não é nada bobo e só pensa que quem é bobo, é o
Povo, que o banca e o sustenta, inda fica a pensar:
Para que me preocupar com política habitacional,
Para que me preocupar em fazer casa popular,
Para a população mais desfavorecida, se no
País o que mais tem é viaduto, marquise,
Morro, barranco e valas negras à luz do dia?
É só o povo se dividir direitinho: um bocado
Vai morar e viver debaixo dos viadutos e um outro
Bocado, vai para debaixo das marquises, um resto
Arma barracos nos morros e o que sobrar, faz
A casa nos barrancos e estamos combinados;
E quando vier a tempestade de chuvas, dou
Uma rasante de helicóptero, pensa o governo,
Apareço a rir para as televisões, sujo os pés
Nas lamas das enchentes, prometo acabar com as
Moradias precárias e de risco, prometo liberar
Vebas, não faço nada e ainda subo nas pesquisas;
Esse é só o perfil de um governo inteligente
E que se preocupa em resolver os problemas
Do povo, do trabalhador e do aposentado e não
Os problemas dos banqueiros, da burguesia, da
Elite e não os problemas dos deputados e dos
Senadores, com liberação de verbas e pagamentos
Por apoio, ou votação; é o perfil de um governo,
Que não se preocupa com a gringada da
Ciranda financeira internacional e nem
Banca a venda das empresas estatais e nem
Das outras nossas grandes empresas; só faz tudo pelo povo,
Pela o povo e deixa o povo na pele, no pelo,
Pelado e com as mãos nos bolsos vazios;
É um governo vadio, que só gosta de passear,
Viajar para longe, conhecer novo lugar,
Não gosta de ficar aqui, aqui ele pensa que,
Não é o lugar dele, o lugar dele é onde tem
Castelo; imperador, reis e rainhas e palácios,
Aqui só tem gente que não gosta de leitura,
Não ama os livros e nem gosta de ler;
Aqui só tem gente que faz jus ao governante
Que tem, ao presidente que tem, tanto quanto
Faz jus ao governo que ACM, Antônio Carlos Magalhães, foi na Bahia;
E junta o par: Caetano Veloso, que ama o ACM, e o
Filho Moreno Veloso, que odeia os livros,
Nunca leu nada e nem gosta de ler; o
Brasil não vai mudar nunca e a nossa
Herança e a nossa história e a nossa opinião
Serão sempre formadas por esses pequenos homens;
Esses pigmeus sórdidos e que mantêm sempre
O povo na distância e na ignorância,
Para que eles possam desfrutar sempre dos
Louros da escuridão da nossa nação;
Só me resta pedir piedade por esses homens,
Só me resta ter pena desses mamíferos,
Dessas ervas daninhas que só contribuem
Para o enterro, o funesto, o funeral, o velório do povo;
E não sentem vergonha, não sentem remorso 
E inda têm o descalabro de usar a mídia,
Para espalhar a mesquinhez de espírito.

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