terça-feira, 7 de maio de 2013

Qual é o designativo da origem com o decorrer da era; BH, 01º0502001.

Qual é o designativo da origem com o decorrer da era, 
Da ação do tempo e do declamar da época? qual?
Não dá para demonstrar, vem a oposição, o derrogar e o
Depor; meu Senhor, basta de privação, cansei de ser demente
Sem conseguir deportar, pôr para fora, em defluxão e
Dejeção, para baixo, toda deambulação ruim que vive
Dentro de mim; e é eterna a digressão, árdua a caminhada,
E fúnebre o passeio, pois não sei, não consigo deborcar-me,
Virar-me de borco, de boca para baixo e vomitar: vomitar
A ambição, o orgulho, a inveja e todos os demais tais
Pecados e erros, e falhas e manchas e aceito mesmo
Debridar e se for possível, desfazer todas as bridas e aderências;
E usar o mesmo que o desbridar, embora alguns condenem,
Esta palavra é de uso corrente na linguagem médica; e
Aceito a salvação, a absolvição, pai, aumentei para deca
Os meus pecados, e pesam mais do que mil decagramas, da
Unidade de massas equivalente a dez gramas, multiplicados
Por mil vezes mil; e neste decampamento, nesta mudança
De acampamento, é que tento decampar, ou mudar de
Campo de ação e levantar o brio do meu lado de
Decani, de pessoa natural e habitante do Decão, o mesmo
Que o decanin da Índia, para um lado mais bem
Valorizado, elevado e do lado da ciência da sabedoria;
E dou "gloria in eclsis Deo", no que diz o Evangelho, e
Dou glória a Deus na alturas; e nem digo para o
"Grammatici certant", discutem os gramáticos, no que aplaica-se
A uma questão de linguagem controvertida pelos
Próprios gramáticos, sem unanimidade de sentença;
E não, apresento meu "Habeas-Corpus" e grito pela
Expressão do Direito: ninguém pode ser preso sem o
Conhecimento das causa, a poder o acusado defender-se
Livre; e estou livre e grito pela Liberdade e faço
Bom uso dela, bem distante do "habemus confitetem
Reum", é a frase de Cícero, em uma de suas famosas
Acusações: temos réu confesso; e faço, assim espero, decuplar,
Multiplicar por dez, ao tornar dez vezes maior, toda
Liberdade possível, toda verdade possível, virtude
E razão, mesmo a quem pense impossível, a humanidade
Viver em sonho ou em realidade de virtude, de
Razão, de verdade e de liberdade; abro nesta total
Decmagem, nesta decma como a lavagem da seda,
A mão do decreto-lei, do chefe do governo e que ao
Instituir uma lei, em regime normal, só poderia
Ser emanada ou ser aprovada pelo Parlamento; e também
Dispenso o decretalista, o jurisconsulto versado em decretos; e
Para que todo decretal, seja a antiga carta, ou
Constituição pontifícia, em resposta à consultas sobre
Moral ou Direito, parta do povo; decretado pelo
Povo, assim bem determinado e resolvido por ele;
Decretação só a popular, sem demagogia e populismo,
Só a vontade do povo pode decretar; e a nação
Que não respeitar ao povo, sofre decrescimento; o país
Cujo povo não é soberano, vive com decréscimo,
Diminuição de cidadania e declínio de soberania;
Se agora barramos o fator decrescente, o presente
Declinante e o futuro tombante, teremos uma
Decrepitude sadia; teremos uma decadência bem
Controlada e uma velhice cheia de sabedoria;
Vamos deixar o decrescente só para o ditongo cuja
Vogal acentuada é a primeira: ai, eu, oi, ou, ui,
Vai, lei, seu fulano matou, fui e quando chegou
O decremento na decrepidez, fui o decotador de
Toda dor; o cortador de todo mau, o aparador de
Todo sentimento do mundo, de toda decorticação, e
Do ato de decorticar, de tirar a casca grossa da
Ignorância; e a descorticação das trevas e neste período,
Decorrido neste tempo, passado, pretérito, escoado,
Poderei dizer que: não perdi o tempo; usufrui dele,
De modo decoroso; usei o que tem e o em que há
Decoro, não minto, fui digno, fui decente e honroso;
Quem aprende de memória, não esquece, é
Sábio e memorizador; e não precisa de subterfúgio
Amador, um arrumador de pavão, enfeitador de
Fachada, decorador de ocasião; sei que serei decomponível,
O todo que se pode decompor e serei o decomponente,
O tudo que se decompõe e que se separa; o todo em que suas
Partes não entrarei em pânico nesta decolagem;
Não entrarei em parafuso, nesta décollage, aportuguesada
Do francês e na partida do avião do tempo, nos
Primeiros movimentos do avião ao elevar-se do solo,
Não serei declivoso, como o terreno em que há declive;
E o morro ladeirento, superarei o declínio e irei em
Paz no declive da vida para a morte; e na declividade
Final, irei com qualidade de calma e serenidade
E quando começar a declivar para o lado de lá,
Para o outro lado declinoso, a inclinação será de
Muita boa vontade; a declinação não terá turbulência,
Quando passar para o lado declinável dos mortos;
Farei meu looping declinante, a rasante decadente,
Como algo que declina ciente do fim do ciclo, do fechamento
Consciente sem motivo de culpa por viver, por ter vivido.


Nenhum comentário:

Postar um comentário