quinta-feira, 6 de junho de 2013

O mundo realmente não muda mesmo e o povo não muda; BH, 0210102000; Publicado: BH, 060602013..

O mundo realmente não muda mesmo e o povo não muda
E o universo também continua com os seus buracos negros,
Suas pedras de granizos, ameaças de meteoritos e outros bichos mais;
E a nossa vergonha consiste em que a Rússia está a fazer
Com a Chechênia e o que vem a acontecer com a Angola e
Na maioria dos países negros da África, com a guerra a dizimar,
Principalmente, crianças, velhos e mulheres; a vergonha não para,
A Rússia quer por que quer, impedir a independência da
Chechênia e creio que não impedirá, a Resistência dos Rebeldes
Acabará por minar as forças dos soldados russos;
E já é tempo das autoridades russas reconhecerem
A independência total da Chechênia, o que é de direito;
E assim acaba a violência de ambas as partes,
Com reflexos na população civil e desesperada;
E pensava com os meus botões, que ao chegar 2000,
O mundo mudaria de comportamento e as pessoas
Acompanhariam a evolução e o entendimento;
Vejo agora cruamente, a crueldade e a malvadeza,
Que não são de abandonarem assim os corações dos homens;
Se quiséssemos, já poderíamos ter atingido um grau maior
De comportamento racional e de sobrevivência sem necessariamente,
Apelarmos para os meios desvinculados de razão;
O homem que age com razão, não age com violência,
Não manda bombas sobre os semelhantes e nem
Minam terrenos por onde crianças vão passar despreocupadas;
Temos problemas demais e ficamos na angústia, a
Procurar e a desenvolver outros e maiores;
A nossa infelicidade estará praticamente impossível de fim,
Poderíamos deixar essas coisas de guerras e de extermínios
Para os nossos antepassados, os nossos homens pré-históricos;
Será que realmente o progresso, o moderno podem nos trazer
O contentamento? e a alegria de vivermos uma vida
Em harmonia? em serenidade de águas tranquilas,
Sem ameaças de epidemias, de doenças, fome e tristeza
De olharmos os olhos de nossas crianças mutiladas e órfãs?
Precisamos repensar o nosso pensamento, reescrever a
Nossa História, reviver a nossa vida, a reaprender tudo; a
Reaprender a ser alguma coisa, pois daqui a anos,
Só nos restará a impressão de que não somos nada,
Não fizemos nada, não fazemos nada e nem faremos nada e
A nossa vida se resumirá a um eterno e vazio nada;
A não ser que façamos uma guinada, tomemos uma
Tomada de posição, a nos reeducar, a passar por nova reciclagem,
Um novo reaproveitamento, antes que seja tarde demais;
O curioso é que nós mesmos acabamos conosco,
Nós mesmos cortamos as nossas árvores e poluímos a natureza;
Ou somos imbecis e burros, ou somos insencíveis, ou
Não temos visão suficiente para enxergar um palmo
Além do nosso próprio nariz, ou além de nós mesmos;
Penso que somos uns cegos descuidados e medíocres e
Ficam pouco para nós as nossas desqualificações,
As nossas impurezas, deficiências e imperfeições;
A vontade que dar é a de vomitar de nojo,
É a de sujar tudo numa diarreia estúpida,
Para que surja uma tentativa de melhoria;
Já não nos bastam o neoliberalismo, a globalização,
O retorno das doenças extintas, a volta da febre amarela; e
Vem agora a Petrobrás a derramar-me toneladas de óleo
Na Baia da Guanabara, a cometer um crime
Hediondo e extremo, onde não haverá reparação;
Não pode haver perdão para esse tipo de violência,
Não pode haver multa de valor estipulado e que
Cubra os danos à fauna, à flora, à natureza;
Gostaria tanto de ver este mundo consertado,
Gostaria tanto de ver este mundo na órbita da ética,
No caminho da razão, nas estradas da solidariedade;
Gostaria de ver meu universo totalmente livre
Da epidemia dos buracos negros e da destruição;
Das garras da morte e do fim sem causa,
Do fim sem respeito e sem tranquilidade e que
Qualquer um gostaria de ter no último suspiro;
Fico indignado por não ter a condição de fazer
A mínima coisa possível para amenizar aqui,
O sofrimento de todo aquele que todo dia derrama
Lágrimas e lágrimas, sem alegria e esperança;
É realmente uma pena e espero que um dia,
Acabe a religião, acabe a dependência, acabe a fome
E venha a liberdade com o crescimento,
Venha a liberdade com o desenvolvimento,
Com comportamento e com sabedoria,
Inteligência e genialidade para o bem,
Para a conservação e para preservação;
Não podemos viver sem ser repetitivos nesse assunto,
Não podemos viver sem bater na mesma tecla,
Para tentar levar para dentro da cabeça dos homens,
O espírito de cordialidade e de delicadeza,
O espírito que não deixa sentir sede de matar;
Necessidade de explorar e de vender e de dizimar,
Necessidade de saquear, constranger e humilhar;
Gostaria de poder levar para dentro da alma do homem,
O gosto pelas flores, pelas folhas verdes e pelas formigas,
Para ele esquecer um pouco o consumo e o bem
Material e a doença do possuir e do ter só e
Simplesmente, para preencher um capricho, que
A sociedade o impõe, onde pensa por ele não
Existir, se não possuir o que a massificação
Exibe para ele pela mídia e comunicação;
É uma verdadeira pena o voo perdido do pássaro,
A asa quebrada, a espinhela caída;
É uma pena o destino sem destino,
O caminho esgotado e cansado, seguido no desespero,
Na doença da depressão e de estresse e da agonia;
Da angústia clamada sem ser ouvida,
Da morte bestial apocalíptica que nos espera
E continuamos na rede dela sem saída e
Ultrapassagem lúcida e consciente e não
Com imprudência, insegurança e perigo;
E é por isso que nós morremos e matamos,
Por não nos fortalecer no nosso abrigo e refúgio,
Por não nos escondermos dentro de nós mesmos;
Estamos mais para expor a superficialidade,
Os nervos à flor da pele e a emoção para holofotes;
Estamos mais para expor a tentativa de superar,
Irresponsavelmente o nosso limite e raio de ação;
Demonstrar a nossa performance para a plateia
Ávida de sangue o do desejo mórbido de ver nossa ruína.(1)

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