João Cabral de Melo Neto
Para onde é que tu foste?
Quem mandou ires embora
Assim tão fora de hora? a
Humanidade ficou mais
Pobre o mundo envelheceu
O universo ficou pequeno
O infinito logo ali João
Do coração pernambucano
Cabral da peste sertanejo
Forte antes de tudo Melo
De mel de caju Neto de
Brasileiro de sorte que a
Poesia não abandonou o
Poema o igualou às tantas
Estrelas do céu aos tantos
Anjos santos de constelações
Distantes a vida vai adiante
Continuas a sorrir para nós
Nossas Severinas Severinos
Escondidos nos confins do
Brasil que a burguesia assola
Que a elite despreza voltas
Breve sem demora vens trazer
A aurora os poetas estão a ir
Embora a obra a ficar mortal
Cabral quero cobrir a flor de
Luto a borboleta negra das
Trevas se espantou com teu
Raio de luz que a atingiu
Em cheio no fundo do
Coração sossegas João
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