Abonançado sou o que abonança
O que acalma tranquilizador o
Mar revoltoso pois sou o bom
Abonativo ao bem abonador ao
Amor à paz abonativa calmo o
Mar fica pequeno sereno de
Bom clima não dou ouvidos
Ao abonaxi da burguesia ao da
Elite carnívora ave escolopácida
Cuja voz imita o latido dos cães
A minha caravana passa num
Mar de tranquilidade enquanto
Latem os vira-latas vagabundos
É deixar aboncar o mal mudar
O fruto envenenado dar uma
Abonda dar um basta um bonda
À mentira que alimenta as veias
Da sociedade cruel onde impera a
Abondança da ilusão a abundância
Da falsidade nas grandes abondanças
Irreais nos randes festins macabros
Que não podem abondar de mim
Se aproximar-me contamina-me
Se chegar a mim me extermina se
Abundar transborda de imundícies
Transborda toda a sujeira
Crime castigo vergonha
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