Senti meu corpo abolhar
Cobrir-se por completo
A encher-se de bolhas
Estava num mundo de
Gases passei para aqui o
Meu estado de abolimento
Abolição da matéria no
Abolir do tempo aqui não
Havia vida amor paz
Nada para abolinar para
Ir por aí a meter a bolina
Sentir-me abolitório do
Real abolitivo da verdade
Ao me ver abolerecer a
Cobrir-me de bolor a
Criar bolor na minh'alma
Já não poderia escapar
De vil abolorecimento
Aprendido com o convívio
Com os seres que só sabem
Se abolorentar nos consumos
Da vida nos mercados de
Lucros vantagens de ilusões
Nada de liberdade nada de
Verdade só a morte real o
Abomaso a estourar o
Quarto estômago dos
Ruminantes salientes
Obesos entupidos a
Mente vazia no vácuo
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