sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cobri-me de amuletos; BH, 03001001999.

Cobri-me de amuletos
E pedras preciosas gravadas,
Com caracteres que se tomavam
Numericamente, para simbolizar,
Os trezentos e sessenta e cinco dias,
Do ano de minha vida,
E cuja leitura dava,
À palavra mágica Abraxas,
A chave que procuro
E que vai me abrir,
E que vai me libertar
E dar-me a liberdade
E a razão de viver;
E encontrar minha utopia,
Meu sonho de canalizar,
E acabar o pesadelo
E me fazer conservar,
No produto químico abrastol,
Derivado de naftol,
Que usa-se na conservação,
Do vinho e dos alimentos;
E um abraxa perdido,
Inseto lepidóptero nocivo,
Da família dos Geometrídeos,
Vou abrasonar minha alcunha,
Conferir brasão ao meu vulgo,
A por brasão em tudo,
Que me refleti na lama;
E abrasoar a alma,
Espírito e ser,
Guardar tudo no guarda roupa,
Até parar de feder.

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