Olha, ó minha alma, como eles são horrorosos!
Iguais aos manequins, um tanto extravagantes;
Como sonâmbulos se vão terrificantes,
Não sei onde apontando os globos tenebrosos.
Seu olhar que perdeu a centelha divina,
Como se visse além, prender-se na amplidão
Do céu; e em tempo algum a fronte para o chão,
A pensar e cismar, sonhadora se inclina.
Lá se vão através da imensa escuridade,
Esta irmã do silêncio. E contempla, ó Cidade,
Que ficas tão cruel, na busca do prazer:
Enquanto, junto a nós, fazes grande alarido,
Arrasto-me, também, dizendo mais perdido:
Que estão no Céu buscando os que não podem ver?
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