sábado, 9 de abril de 2011

Manuel Bandeira, Volta; BH, 090402011.

Enfim te vejo. Enfim no teu
Repousa o meu olhar cansado.
Quanto o turvou e escureceu
O pranto amargo que correu
Sem apagar teu vulto amado!

Porém já tudo se perdeu
No olvido imenso do passado:
Pois que és feliz, feliz sou eu.
Enfim te vejo!

Embora morra incontentado,
Bendigo o amor que Deus me deu,
Bendigo-o como um dom sagrado.
Como o só bem que há confortado
Um coração que a dor esqueceu!
Enfim te vejo.

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