sábado, 9 de abril de 2011

Mário Quintana, Anti-canção Número Um; BH, 090402011.

Passam as belas na passarela:
É tudo pura ventarolagem, vês?
Mas o pensamento traça no ar
Isentas elaborações geométricas...
Poeta, é preciso escolher
Entre o sopro e a construção.
E, no espaço liberto - liberto do tempo -
Assenta, pedra a pedra, a tua pirâmide:
O resto é canção...
Canção é feita de vento.
Do vento que faz o tempo, lento devorador de pirâmides...
Mas só se pode construir cantando!
E então?
Passam as belas na passarela.
Cantam as belas na passarela,
Com seus vestidso da cor do tempo!

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