domingo, 26 de agosto de 2012

Noturno Nº 28; BH, 0170702011.

Um poeta sempre arruma pretexto,
Texto e contexto; a noite é um
Motivo a mais a alegrar a alma
Sonâmbula e o espírito irrequieto,
Que não concilia sono e passa a
Olhar os poemas saltitantes, como
Saltimbancos malucos mambembes,
Que fazem espetáculos ao poeta
Desperto; mas, não estou confortável
Neste papel, incomoda-me o desconhecido
E não vislumbra-me a novidade;
Almejo cura, a sanidade e o pleno
Reestabelecimento normal, nada
Demais; mas, me olham com esses
Olhos que não são os meus; com lupas
E aumentam meus defeitos, até
Escondidos são classificados,
Sem vontade, ânimo; e pela primeira
Vez, reconheço que não funciona
Um maquinismo no organismo;
Falta uma peça e sobressaltado,
Tento corrigir o defeito com um
Efeito colateral; porei fim à série,
Falo sério, não vejo mais motivos
Para acordar os noturnos notívagos;
Os deixarei onde estão, sem nenhuma
Curiosidade; sumiram e não os
Procurarei; não quero mais encontrá-los
Em espaço, ou dimensão; falhei
Na missão de cadastrá-los e
Exercer uma paternidade; fui
Patético, a porteira dormiu aberta e
Acordados pela tempestade, aproveitaram
O descuido e voltaram às suas moradias.

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