sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Patagônia, 927, 17; BH, 070902011.

Algo dentro de mim tem que
Ser quebrado: os pendões do
Meu coração ou um elo perdido,
Que se encontra em local
Desconhecido; mas, dentro
De mim, algo precisa ser partido;
Penso noite e dia, dia e noite
Sem parar e não me vejo
Encontrar o que tenho
Que encontrar; porém, é com
Urgência, ou do contrário
Vai me matar; alguma
Coisa dentro de mim
Precisa ser rompida; um
Hímen deflorado, um cordão
Desamarrado, um nó desfeito;
Pois não é possível, tem que
Acontecer; já estou no declínio,
No ocaso da ladeira, na descida
Do morro da vida e nada tenho
Feito; inda ouço o retinir do
Timbre da voz de minha mãe nos
Meus ouvidos: desperta para uma
Vida melhor e estupidamente
Continuo a dormir; meu poeta,
Alguma coisa também acontece
No meu coração; mas não traduzo
Em obra, em canção; meu poeta,
Não cruzo avenidas, não enalteço
Esquinas, não tenho inspiração;
Meu poeta, das Pan-Américas de
Áfricas utópicas, mais que possível
Quilombo de Zumbi; meu poeta,
Ensinas me também a curtir.

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