terça-feira, 2 de junho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 25; BH, 050702012.

Joguei, joguei fora da roda, tudo: futuro,
Orgulho  e ambição, família, lar e
Recusei investir e melhorar; mas,
Gananciei a soberba e desprezei até o
Elementar saber e não curei-me e
Ainda não sarei e sigo doente e
Médico algum cura o meu mal;
Antes pensava que era passageiro e
De uma hora para outra, com o tempo,
Ostentaria uma saúde física e mental,
Sanadas, saradas, de atletas de olimpíadas;
Antes não acreditava no presente e
Negava e renegava o passado; agia tal o
Tolo, o bobo da corte, enquanto todos se
Organizavam para a vida, sábios,
Suavam a camisa, profissionais;
Meditavam, aprendiam, poupavam e
Ganhavam tempo para reabilitarem-se e
Derrotarem as agruras do futuro; só eu,
O indefinido, continuei estendido
Na estrada a esperar e a esperar; não
Acompanhei a tradição da procissão
E dependente de olhares de todos os
Olhos para enxergar alguma coisa
Para sobreviver; e cego tateio por
Pupilas, íris, retinas, que poderiam
Esclarecer um pouco a treva em que habito.

Nenhum comentário:

Postar um comentário