segunda-feira, 29 de junho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 56; BH, 0110702012.

Optei por um caminho no qual, dificilmente terei
Sucesso nele; optei pela estrada das letras
E pelas rodovias das palavras, justamente na
Época em que não se ler mais nada e só terei
Acidentes fatais; mas não estou sozinho, pois
Atualmente, não se compõem mais canções,
Músicas, cantigas, baladas, melodias; não há
Mais compositores de sinfonias, concertos,
Óperas; não há mais escritores, pensadores,
Filósofos, poetas e quem como eu, optou de
Maneira errada, certamente viveu em situação
Adversa, sem sorte, com azar; quem escreveu
O que pensa e o que não pensa, não pode
Esperar resultados; a escrita é sagrada,
Consagrada, santuária e necessita,
Necessariamente, ser preservada, para não
Morrer nem a caligrafia; vários escritos de
Civilizações desaparecidas, por não haver
Quem os imortalizasse através das letras,
Das palavras, das escritas codificadas, não
Puderam contar as suas histórias; e tenho
Percepção que, a minha função é esta,
Não posso ter outro sentido, ter outra
Direção a não ser passar às linhas dos
Papéis, todas letras e palavras vomitadas
Pelas habitantes das minhas moradas.

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