domingo, 7 de junho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 29; BH, 050702012.

Refleti filosoficamente e errei, nunca
Acertei como todos acertaram; meu
Caso é grave e incurável; e pensava
Em dialética e não era dialética e
Ostentava ares de estoico e não era
Nada de estoicismo o que acontecia
Aqui comigo; tentava criar diálogos,
Lia os clássicos, conhecia os mitos
E não desvendava enigmas, pelo
Contrário, deixava morrer na medula,
A fonte do saber, do conhecimento;
E não ampliava e duvidava de mim
E de todos e inclusive, não
Acreditava em nada, nada sou e
Continuo a não acreditar; apanho
De manhã à noite e não aprendo,
Sócrates não socorreu-me, não me
Quis e Aristóteles deixou-me de
Lado de fora e nem Platão quebrou
A minha corrente; torturei-me e me
Torturaram e onde pisava, a grama
Secava; o chão nascia, sangrava e
Obtuso continuava, hoje em que o
Mundo não é mais filosófico, em que
A filosofia morreu, quero ressuscitar
Depois de crucificado; e como nenhum
Resultado obtive, nem sou o resultado
Que alguém queria obter, faço esta a
Alguém que quiser entender.

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