quarta-feira, 24 de junho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 50; BH, 0100702012.

Sabeis daquelas coisas que não chamam a
Atenção, passam despercebidas e são
Tratadas com indiferença? sabeis das
Poesias, dos poemas, das odes, das
Elegias, das óperas, das sinfonias? sabeis
Dos concertos, dos sonetos, da literatura
E dos guetos? sabeis das valas, das
Sarjetas, dos esgotos a céu aberto, das
Aldeias dos rios, dos regatos, córregos e
Riachos? sabeis das rochas, dos
Rochedos, das pedreiras e das pradarias?  
Sabeis das falésias, dos paredões, dos
Outeiros, das soleira? sabeis dos muros,
Das muralhas, das paredes, das quebradas?
Sabeis dos morros, das montanhas, das
Cordilheiras, dos picos? sabeis do pó, da
Poeira, dos seixos das estradas? sabeis
Das cancelas, das pinguelas, das cercas
Dos caminhos? sabeis de todas essas
Coisas que ninguém mais quer saber?
Sabeis das favelas, das vilas, das
Vielas? sabeis das caravelas, das naus
Catarinetas, dos argonautas, dos
Alquimistas? sabeis dos voos das
Mariposas, das corujas, dos corvos, dos
Morcegos, das gralhas, dos grilos e dos
Gafanhotos? sabeis da luz do vaga-lume,
Dos pirilampos e das mais distantes estrelas?
Então, com certeza, sabeis de mim.

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