sábado, 20 de junho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 43; BH, 080702012.

É para chocar aos meus inimigos que não
Tenho amigos, só inimigos e é para
Constranger, soco no fígado, porrada
Na boca do estômago, chute no saco,
Punhalada no coração e facada
Na garganta, para abrir a jugular;
É para causar terror, horror, pânico e
Devastação, como queda de avião,
Sem sobrar vestígios, restos, cinzas;
É para pulverizar, arrancar os olhos como
Um Édipo alucinado, ou o feto desesperado
De um útero violentado; é para cansar,
Deixar enfadonho, modorrento, causar
Asco de bicho nojento; é indelicadeza,
Falta de gentiliza e falta de educação;
É a porca miséria, a desgraça infernal,
O prego cravado na sola do pé; é a
Brasa viva colocada na palma da mão
E o mergulho na lava incandescente do
Vulcão; é a lâmina da guilhotina a
Cortar o pescoço, o decepar da mão e o
Nó que aperta a forca e os esqueletos
Acorrentados nas cavernas do coração;
É ser jogado nu no precipício nu e ser
Despedaçado nos escolhos nus das rochas nuas
Nas profundezas dos abismos; é cada pedaço
De carne crua emoldurado nas obras dos
Pintores açougueiros e seus quadros carniceiros.  

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