quinta-feira, 18 de junho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 42; BH, 080702012.

Meus livros são infinitos, meus poemas
E minhas poesias não têm fim; e se
Emendam no terminar e no começar
Um e uma do outro e da outra; meus
Livros são a posteridade e a eternidade
E a imortalidade e a imensidão intrínsecas;
Meus poemas são linhas do horizonte e
Minhas poesias são linhas paralelas
Aceleradas que vão de encontro a
Muros de concreto armado e a colunas
De ferro e de aço inoxidável; minha
Antologia é o para sempre e é o porvir
E o além, o invulnerável azul perpétuo,
O inatingível e invisível; é o oculto
Sombrio inigualável; minhas obras
São obras inacabadas, numa começadas
E nunca terminadas; minha arte é da
Absurdidade, é do desassossego; não
É para ser lida e nem apreciada, não
É para liceu, academia, biblioteca, ou
Museu; é de chocar, frustrar, decepcionar
E para levar para o aquém do aquém do
Aquém, o mais longe possível do começo
Do infinito e o mais distante impossível,
Do fim do infinito; é o grito que a
Facada na garganta não deixar sair para
Alcançar os ouvidos do coração do universo.

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