terça-feira, 9 de junho de 2015

Rio Grande do Norte, 916, 37; BH, 070702012.

Borges, também vi o Alef, não guardo
Bem a idade, mas, vi o Alef e num
Quarto totalmente escuro; e o Alef
Entrou por uma fresta da janela, ou
Por um furo na porta, levitou por
Momentos, desenhou, ou escreveu
Algo na parede, gravou uma imagem
Em espécie de cineminha, mudou de
Lugar e deixou-nos estáticos, eu não
Estava sozinho, outras personagens
Presenciaram o fenômeno, mas o
Único que chegou à conclusão de
Que era o Alef, fui eu; e já com
Cinquenta e sete anos e o Alef é
Assim mesmo, aparece para todo
Mundo, mas poucos percebem e
Bem tardiamente, que se trata do
Alef; é azul, é luz, é anjo, é estrela,
É alienígena, é fantasma, é
Assombração, é ilusão, é
Pensamento, é sonho, é pesadelo, é
Pó, é poeira, é sol, é lua; o Alef é
Indefinível, imperceptível para
Muitos e se esconde em porões,
Sótãos, saguões; o Alef é a alma do
Universo, o espírito do infinito, que
Se desgarrou, que se perdeu ao sair
Para um passeio, uma volta nos
Confins dos tempos, o Alef é.

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