quarta-feira, 29 de junho de 2011

Para aferventar o espírito; BH, 0270601999.

Para aferventar o espírito, e
Dar uma ligeira fervura,
Na vida e na alma; para
Excitar a mente apagada, e
Apressar o caminho,
Em busca das respostas
E das soluções; para
Alvoroçar o cérebro,
Que quer se prender,
Que quer se aprisionar,
Nas masmorras das correntes
Das algemas dos cepos do passado;
Para fluir com sangue novo e fresco, e
Furar com ferrão, e
Picar na ponta da faca, e
Espicaçar com facão,
Toda ideia diabólica,
Todo ideal obscuro,
Que queira tirar o mundo,
Do caminho da salvação e
Afligir até às lágrimas,
Os espalhadores do terror e sofrimento, e
Aferroar com pregão inoxidável,
Com cravo e marreta,
Para deixá-los padecer,
Sem água e pão; e
Para enxergar além do horizonte,
O verdadeiro azul do céu,
O caminho mais curto,
Para transpor o abismo,
Circular a montanha,
Que a nossa pequena fé,
Não vai fazer remover do lugar;
E no final, o desterro com aferro,
Será o preço que cada um,
Pagará por teimar,
Em não querer se integrar.

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