quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Noturno Nº 34; BH, 0190702011.

Uns pedem lasanhas, pizzas, litros e mais
Litros de refrigerantes; outros pedem
Néctar, pólen, própolis, o mínimo
Possível para poder viver; uns outros,
Loucos malucos desvairados por
Muitas noites não e mal dormidas,
Pedem só poemas, enviados pelas
Estrelas; pedem só poesias, sóbrias
Poesias, enviadas pelos limites dos
Cinturões de constelações de galáxias;
Pedem cânticos de clássicos de catedrais,
Cantigas de antigos castelos e gritos
De abandonados portos pisados
Por desbravadores de mares; uns
Querem inchar a barriga; são rãs,
Parecem sapos a quererem refletir
Um touro; outros querem odes de
Ouro, elegias de diamantes e inda
Esquecem que precisam comer; não
Sentem sede, bebem orvalhos, bebem
Serenos, embriagam-se de noturnos;
Não sentem fome, comem pétalas,
Produzem perfumes na alma e
Odores de anjos nos espíritos; e
Quando raia o dia, parecem
Que vagaram a noite toda à procura
De um sentido; ficaram nas encruzilhadas
E pregaram o dia nas costas, e seguiram
Para outros caminhos solitários,
Mas, cheios de riquezas que incham
A mente e minguam o físico;
Tesouros que enriquecem os
Pensamentos e cobrem de andrajos
Corpos esqueléticos, que quando
Falam, as pedras movem-se nos canteiros.

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