quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Noturno Nº 38; BH, 0200702011.

Genial, obra de arte, obra-prima para
Os anais da literatura universal, para os
Acervos das escritas mundial; nunca foi dado
A alguém tal privilégio e nem foi plantado
Em nenhum quintal ou jardim, peças
De tal gabarito de classicismo; fruto clássico,
Jamais colhido, por mais frutífero que seja o
Pomar; fruta doce, madura, que papila
Tenha degustado num paladar; que
Sentido algum jamais registrou, e que
Seriam necessários outros elevados, para
Classificarem a envergadura desta criação,
Que vem de séculos em séculos, como
Uma cultura chinesa, uma Cidade Proibida,
Uma Muralha Maravilhosa, um Exército
De Terracota; despertou sem alarde, e
Não ressoou, nem ecoou, silenciosa, sombria,
Metafórica, ordinária de revérberos,
Repetitiva e não perceptiva por comum
Mortal, ou espírito submisso; vinda da vida
Do conhecimento subterrâneo, para as purezas
Dos altaneiros firmamentos, diademas
Rodeados de castelos de constelações
De catedrais piramidais; tesouros
Faraônicos de minas de ouro do
Rei Salomão; segredos de busca e recuperação
Do tempo perdido, valorização dos
Enigmas, dos mistérios das galáxias
E das forças que não deixam os planetas
Caírem em nossas cabeças; cabaças de
Águas de cacimbas; potes com águas
Da minha avó; cachaça regurgitada por
Ela e a urina jogada atrás da casa;
Quem ousa com ousadia e audácia
Dizer que não, que não é isto não.

Nenhum comentário:

Postar um comentário