quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Patagônia, 927, 3; BH, 0140802011.

Que saudades que eu tenho dos meus
Espíritos, que não vêm mais me visitar
E passo horas a implorar, a orar e a rezar,
Pelas presenças deles; sempre de plantão
E percebo que é em vão, meus espíritos
Não querem me visitar; Saramago, então,
Desapareceu, parece que morreu de verdade
Ou está só a brincar, ao me deixar com
Saudades; e Fernando Pessoa? sumiu,
Sumiram todos, Ricardo Reis, Álvaro
De Campos, Alberto Caeiro; Fernando Pessoa
Sumiu todos, e não há roda de mesa
Que os faça descer, junto com todos os
Seus espíritos; essas minhas crianças em
Suas eternas infâncias, não se cansam
De brincar; também pudera, com tantas
Estrelas nos céus, com tantos astros no
Firmamento, tanta Aurora Bureau, tanta
Energia cósmica, para que abandonar
Tudo isso e vir aqui à terra? imortais
A visitarem um reles mortal? um escrevinhador
De subterfúgios? pelo amor de Deus, pares de
Perturbar assim os espíritos de quem nos
Legou tantas relíquias, tesouros, riquezas;
Aqui e agora, foram ali e voltam cá;
Logo mais, num voo de piscar de olhos;
Não batuques mais nos tambores, nem reúnas
As pessoas à volta das mesas; é que gosto de
Senti-los bem perto de mim, presentes  em
Minha vida, a acompanhar-me no
Dia a dia; gosto dos meus espíritos literários,
Todos eles, até os mortos que inda estão
Encarnados por aqui; gosto de todos os fantasmas
Que perderam o bonde, e nos assustam com
Suas literaturas surrealistas fantásticas.

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