quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A vida é como a luz da vela; BH, 0260402001.

A vida é como a luz da vela,
Uma chama, um sopro, a parte
Menos espessa de um objeto; e o homem,
É um corpo pouco volumoso, fio fino e magro,
Pouco encorpado igual ao vinho imprestável;
A alma é tênue, parece algo que tem
Pouca espessura, e o espírito é delgado;
Não existe percepção, sentimento, só
O delgaçar da fé, e cada vez mais,
O adelgaçar da paixão; o tempo menor
Do que o da delfínula, gênero de conchas
Marítimas eriçadas de espinhos; a era é
Bem mais curta do que a da delfinoidina,
Alcaloide semelhante à delfina e extraído
Da estafiságria, e o espaço dele é o
Delfino; o defunto no caixão, o finado sem
Lembrança de delfínio, planta ranunculácea
De delfinina, alcaloide encontrado no
Paparraz; esquecido igual ao título
Dos soberanos do Delfinado, na França
Pós-medieval e imperial; o bispo no
Jogo de Xadrez; a constelação boreal; e
O delfim, cetáceo delfinídio, também
Chamado golfinho, de espécie marítima
E fluvial; e tudo mais será muito mais
Limitado; e o homem muito mais
Esquecido, até pelo próprio homem; pois
É delével, como o que se pode apagar e
Delir; e não traz a délfica, a trípole da
Pitonisa de Delfos, na Grécia; e o deletrear
Délfico, o letrear corretamente; se ler mal,
Soletrar, deletrar como um analfabeto
Desmoralizador danoso à humanidade;
Nocivo à saúde cultural; e que corrompe a
Mente; e o que destrói o deleitoso é
Deletério com o que dá prazer, como as
Deleneriáceas, família de algas, seção das
Rodofíceas, e os planctus dão deleite aos
Cetáceos, alegria e delícia à vida submarina;
A vida é para aprender a deleitar, a causar o
Deliciar, o agradar e o sentir; receber grande
Prazer, o viver e não ter vergonha.

Nenhum comentário:

Postar um comentário