quinta-feira, 9 de abril de 2015

Dizeis que a escrita perfeita; BH, 040102013.

Dizeis que a escrita perfeita 
É com impessoalismo, sem sentimentalismo
E sem adjetivismo; perfeito, mas que regras
São essas? tanta perseguição a quem usa
A primeira pessoa, tanto combate aos
Sentimentos, aos sentidos? quem
Escreve, escreve da maneira que quer;
E quem critica, critica o que quiser,
Não podeis é dizer malfadado do eu,
Egoísmo, egocentrismo; cada um
Tendes uma opinião a respeito da escrita
Perfeita; penso que então, deveríeis
Escrever as escritas perfeitas e tireis
Os sentimentalismo, os sentidos, as
Pessoalidades, os adjetivos
E demais enxertos; enquanto não
Encontro a minha escrita perfeita,
Treino na imperfeição, teimo para
Encontrar o texto ideal, sublime,
Conciso, como gosteis de digerir;
Mas, demorarei séculos para chegar à
Esta perfeição, a ponto de agradar;
Não nasce de um dia para outro, prosa
Com teor de agradar exigentes
Críticos; a técnica é bela e o improviso
Não pode ser deixado de lado;
Um pouquinho do emocional, creio,
Pode fazer a diferença, apesar da
Abominação dos críticos pelo emocional;  
Tenhais paciência com este pobre pateta,
Um dia aprende e a presença dele
No meio literário, será um louvor.

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