quarta-feira, 22 de abril de 2015

Vai rachar o cano e começou a trovejar; BH, 080102013.

Vai rachar o cano e começou a trovejar,
A relampejar e a cair raios; vai rachar
O cano, chuva muita que vem por aí,
Pudera, com o calor que tem feito, só
Água para nos refrescar; vai tocar o
Terror, o Trio Turbinado chegou à
Praça: Relâmpago, Trovão e Raio; e
Não há nada melhor do que uma chuva
Num final de tarde; até os mortos se
Regozijam na hora em que vai chover;
Rolam pedras nos céus e quando se
Chocam, mandam descargas elétricas,
Que de vez em quando, até matam
Alguém; por ora, foi engano, muito
Barulho, mas nada de chuva e o
Calor continua acentuado; pode ter
Chovido em outras regiões da tarde,
Mas aqui, nada; tinha ficado animado,
Pois chuva é prova de continuidade da
Vida e das coisas que jamais quero
Desacostumar-me, é com a chuva; por
Mais desassossego que em alguma
Época a chuva pode ter causado, nunca
Quererei estar desapegado da chuva,
Em hipótese alguma ou nenhuma; e
Quando está muito seco, como se todo
O tempo fosse um sertão, dentro de mim
Sempre chove em algum lugar, no meu
Peito, no meu coração; agora, garoa,
Como se fosse uma tarde em São Paulo.

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