terça-feira, 14 de abril de 2015

Estive perto da morte várias vezes perto; BH, 040102013.

Estive perto da morte várias vezes perto
Da morte, que sondou-me com as suas
Elucubrações; sondou-me, veio mandada
Pelo estado, na época da Ditadura; veio
Nas bebidas que ingeria em abundância,
Veio nas comidas gordurosas consumidas
Sem moderação; veio nos comprimidos
Alucinógenos, a morte quis levar-me de
Todos os jeitos; e na hora fatal desistia ao
Dar-me mais um dia, mais uma noite e
Que nem merecia; passava e resolvia por
Conta própria, abandonar-me aqui e no
Dia predeterminado, a morte cumprirá o
Papel dela comigo; e terei a certeza de
Que antes de morrer, poderei dizer: é só
Isso a morte? a diminuirei bem e a
Desprezarei, a tratarei de forma chula,
Como a morte de um ente que não causará
Impacto, no meio ambiente; e tenho a outra
Certeza de que, quando a morte ouvir de
Mim, o é só isso, a morte? ficará com
Raiva pelo desleixo, pela humilhação com
Que a tratarei; e quererá mostrar alguma
Altivez, quererá demostrar alguma
Dignidade; e não conseguirá, se a morte
É minha, sou o dono dela e quem tem
Que enaltecê-la, engrandecê-la, ou não,
Sou eu; mas como em vida não fui nada,
Minha morte em morte não será nada.

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