sábado, 11 de junho de 2011

O som alto de agudo; BH, 020701999; Publicado: BH, 0110602011.

O som alto de agudo
Ou do registro superior duma
Voz ou instrumento o som
Estridente alto do meu uivo
De gente que não posso
Mais aguentar nem suportar
No peso da alma sofrimento
No trabalho preciso me
Manter firme na decisão de
Denunciar a injustiça a
Violência contra os que não
Têm a quem reclamar
Equilibrar a vida não
Sabem resistir contra a
Ação da burguesia não
Sabem arranjar-se contra a
Exploração da elite que
Impõem a guerra a fome
A pobreza a miséria a
Desgraça um povo não
Quer aguerrear não quer
Aguerrir não tem o costume
De aguerrilhar reunir-se em
Guerrilhas um povo que não
É aguerrido não é exercitado
Em guerra mas é um povo
Corajoso porém pacato que
Não é acostumado aos trabalhos
Perigosos da guerra à luta
Armada um povo de paz que
Não quer aguerrir só afazer aos
Trabalhos fatigantes da vida a
Ganhar salário de vergonha mas
Não habituar-se à guerra não
Exercitar-se nela enquanto a
Águia ave de rapina diurna de
Grande porte poderosa forte
O espertalhão do governo
Brinca com a pessoa viva
Inteligente talentosa do povo

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