segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Alameda das Princesas, 756, 113; BH, 0601002012.

Um dia esqueço, sabeis porque, pois,
Nenhum mal dura eternamente e
Nem nome guardarei na memória,
Como alguém que sofre de amnésia;
Um dia esqueço e não terei mais
Traumas, não terei mais lembranças e
Nem quererei recordações, ficarei
Livre das ruminações mentais; um dia
Todos os fatos serão apagados e
Banidos da alma e do espírito, como
As culpas e os arrependimentos; e
Crescerei mentalmente, que nada me
Abalará no futuro, que imagino tão
Escuro, mas que não o temerei; às
Vezes inda piso em falso, indeciso
Como se estivesse a ir ao cadafalso;
Inda não abandonei de todo aquele
Medo por falta de conhecimento,
Inda vacilo naquela covardia antiga,
Por falta de sabedora; mas as coisas
Não acontecem assim tão de repente
E com paciência e tolerância, chegarei
Lá, suplementarei-me e superarei-me
Nas vacilações; e procurarei dominar
O dom da competência, correrei atrás
Na tentativa de ser competente,
Competitivo, mas não gerador de
Lucros, ganhador de dinheiros; isto
Não, não nasci para estas provações
E não saberei corresponder à altura,
Para os que têm essas expectativas ao
Meu respeito; traçarei uns textos em
Linhas tortas, sinuosas, curvas, mas nunca
Andarei em linha reta como um poema.

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