segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Alameda das Princesas, 756, 116; BH, 060701002012.

Querubins rasputins pinguins Caminhas
Camões limões grotões torrões Simões
Sarampo catapora varíola sara Saramago
Sarado santo sanado Górgios platônicos
Socráticos sofistas sinfônicos; sensorial
Sonrisal alkaceltizer cibalena Helena;
Florais rituais tribais mananciais que tais
Serafins que não se sustentam até o fim,
Caem de bunda de banda bambas de
Lado todos derreados; bombardeados
Nos atois, nos corais recifes, serenais
Nas areias sereias reais dos verdes mares
E dos seringais; não é possível mais ser
Possível ser mais do que ser e não ser;
Papeis estúpidos papeis levados pelos
Ventos soprados oceanos solares;
Corroboreis com os arrebóis das
Abóbadas boreais; sombrais dos
Sombreiros noturnos vestais das vestes
Vespertinas sombras assombrais as
Assombrações dos umbrais dos
Portais marginais; ralha o corvo torvo
Nunca mais, ladrais cães desgarrados
Das caravanas saarianas anjos tortos
Sombreados de crayon caretas de
Carvão carrancas de papelão não
Adiantará pensareis que sois alguma
Coisa se o universo pensar que não
Sois nada; quem primeiro tem que
Pensar que sois é o infinito, enquanto
Não se revelar a vós nada adiantará;
Quietai-vos nos outeiros, nas soleiras
Sossegai-vos nas alamedas ornamentadas
De amendoeiras; as tardes são tardes pois
O universo as determinou que fossem tardes.

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