segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Alameda das Princesas, 756, 114; BH, 0601002012.

Quem pode mandar alguma coisa para mim
Aí do além? um tapa na cara, um soco no
Olho, um murro no estômago, um chute no
Saco, uma rasteira, ou uma capoeira? quem
Pode dar um empurrão aí do além? um mar
Revolto, um oceano tenebroso, um rio
Caudaloso, ou uma lagoa traiçoeira? é
Muita calmaria quando remoem-se os ventos;
As velas ficam flácidas e não mais bojudas, é
Muita bonança o que todos querem e as
Naus não saem do lugar, ou navegam à
Deriva pelo mar; quem pode mandar um raio
Aí, um trovão, um relâmpago? é muita inércia,
A vida precisa de descarga de alta potência,
Voltagem máxima; alguém precisa sacudir o
Tabuleiro para arrumar as pedras; já vi os
Filmes antes e muitos protagonistas, muitas
Personagens, até as mais próximas, com
Parentescos me destetaram, me detestam
E me detestarão; é que sou mau ator, mal
Protagonista e má personagem, não
Represento bem e sou mau diretor de
Filmes ruins com teores de terror; já vi as
Cenas antes, fiz todas as tomadas, os cortes,
As montagens e as trilhas sonoras: a bilheteria
Não correspondeu, causou um real fracasso
E perdi a reputação; agora alguém precisa
Mandar dos confins das nascentes e das
Vertentes dos mundos, um inusitado fato que
Afaste o fado que aboletou-se nas corcundas
Dos camelos e nas corcovas dos dromedários;
Minha alma é puta atriz pornô coadjuvante e ao ver
Um holofote, despe-se toda nua em busca de fama.

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