sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Triste escrevinhador e tão medíocre e piegas; BH, 01101202012.

Triste escrevinhador e tão medíocre e piegas
E simplório, que chamam a obra de porcaria;
Para que querer ser escriba, rapaz, num
Mundo de dorminhocos? acorda Zé, mesmo
Que não vás enforcar-te, acorda Mané;
Pensas que é fácil encher de garranchos de
Letras e palavras folhas de papel e querer
Que os mortais leiam? vã estupidez de
Ignorante, não é fácil não; ponderes ao que
Escreves, é alguma obra de arte? é alguma
Obra-prima? teoria, tese, ensaio? o que
Deveras escreves tu, ó imbecil, que queres
Que leiamos? piedade de nós pelo menos;
Enche-nos o saco com esses teus impropérios
E dizes que é literatura, que é poesia, poema,
Ode, soneto, sinfonia; quem sabe das coisas,
São os teus e dizem tudo, são porcarias e
Tens mais é que coloca fogo em tudo e
Dispersar as cinzas ao vento; ganharás mais e
Deixarás de nos importunar; essas coisas
São para catedráticos, estudiosos e tu
Não és nada disso; és apenas um apedeuta,
Um aculturado que quer nos passar a
Impressão de que sabes alguma coisa; e a
Verdade é que no fundo, não sabes de nada,
Ficas machucado com as verdades que dizem,
Mas a verdade é assim mesmo, é para doer,
Machucar, ferir; e santo não és e sabes que
Não prestas para nada; e lugar de porcarias
É o lixo, ou é o esgoto e nada de choro e
Lágrimas e é deixar de ser grosseiro.

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