quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Eis-me aqui canibais a vossa comida; BH, 0901202012.

Eis-me aqui canibais a vossa comida,
O i juca pirama e façais de mim,
O vosso bolo alimentar; vendai-me
As vistas, colocai-me em frente ao
Vosso pelotão de fuzilamento, no
Paredão e ordenai fogo aos
Atiradores; sou o povo, burguesia,
O qual abominais; sou o povo, elite,
Que debochais; sois o leviatã, o
Monstro, o estado, a sociedade; sois
A religião e quereis-me moer os ossos;
Mas não permitirei que construais
Em cima da minha ossada os
Vossos alicerces; sacudirei os séculos,
Os milênios em vossas assombrações;
Querereis comer-me, beber-me, que eu
Passe pelos vossos intestinos e que
Corra em vossas veias como sangue
Venoso e depois arterial; mas causarei
Embolia no sistema circulatório, se
Antes não causar uma má digestão;
Ides, balançais vossas cabeças diante de
Vossas muralhas da China, do muro das
Lamentações, de Berlin e do atual muro
Da Vergonha na Palestina; balançais
Vossas cabeças de satisfeitos, que pensais
Poderosos; estado implacável, assassino,
Vossos filhos são o capitalismo, o mercado,
O neoliberalismo, a globalização, o
Imperialismo; reinai da miséria, da desgraça
E da degradação que causai à humanidade.

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