domingo, 4 de janeiro de 2015

Alameda das Princesas, 756, 90; BH, 0260902012.

Todos os teus direitos acabam aqui, a partir do
Momento em que entras através daquela porta,
Perdes todas as garantias constitucionais; aqui
Não tens família, dignidade, sociedade, sou o
Estado a quem queres destruir; sou o regime
Que queres acabar, combater, impedir e
Primeiro rasgarei todas as tuas roupas, não
Precisas mais de vestes; belo corpo que não
Pertence mais a ti, foi confiscado; se eu fosse
Tu, não gritarias, não precisas gritar em vão,
As paredes são à prova de som e as janelas
Vedadas; estás a chora porquê? não és
Revolucionária? não és comunista? quando
Estás lá fora, és valente, assaltas bancos, trocas
Tiros com a segurança, aqui, agora, peladinha,
Choras? de quatro e com a bunda para cima:
Gostas disto? sou o coronel Medeiros; já
Ouviste falar de mim? não importa, aqui ninguém
Ouve fala de ninguém e nem sai vivo para falar de
Alguém; nossa, que maravilha, muito bom,
Quietinha, ainda não acabei; não, toma e um bom
Soco na cara te deixará calminha; corre sangue do
Teu nariz, deixa ver o gostinho, hum, sangue
Docinho; que nuquinha macia, boa para se morder;
E aí, senhora comunista, depois me darás tudo que
Quiser saber; não tenhas pressa em sair daqui, os
Que vêm aqui, só saem aos pedaços; ninguém vai
Procurar-te, ou desconfiará que ficarás confinada;
Não serão necessárias comida e água, se falares,
Ou não, és nossa inimiga e morrerás do mesmo
Jeito pela salvação do Brasil contra os comunistas.

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