segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Alameda das Princesas, 756, 115; BH, 0601002012.

Texto sagrado escrito por um profano,
Manuscrito sacro escrito por um proscrito,
Literatura santa gerida por mente apócrifa,
Escritura de santuário lavrada na terra
Arada para pomar de frutas cristalizadas,
Frutos carnosos; ânsias das elucubrações
Que ponham fim aos manuseios e aos
Manufaturados que semeiam conflitos,
Conflagrações e flagrantes de delitos,
Despidos de fragrâncias portadoras de
Essências conscientes; a luz lúcida da
Lucidez não permite embriagar a não
Ser pela angústia de obter magnitude
Com estatura de ser sóbrio a todo
Instante em que um momento for um
Texto, balaio, um cesto; um falcão
Peregrino grávido de letras, fez um
Ninho para chocar as palavras de
Onde nascem solitários textículos de
Biquinhos abertos, famintos, a disputarem
Uns com os outros a sobrevivência; e o
Mais fraco jogou o mais forte do ninho
E comeu sozinho a isca trazida no
Bico da alimentação; quastorritumbas
Quastarras quastarrinhas das quastarrapetas;
Quandrinhas coandras quarrimãe; minha
Santa Genoveva, parabelum papamarelum
Nobis noa avoa albatroz veloz catapreta
Catacoara poca taquara seca na broca do
Bambu; cucurucucu paloma coruja
Agourenta filha de urubu com gralha de
Corvo de coveiro de cemitério que de sul a
Norte que vento sopre tudo acaba em morte.

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